Por Renata Filipak
Dizem por aí que quem conta um conto, aumenta um ponto! Ou é a verdade um pouco aumentada, ou uma mentira descarada!!! Ora, mas que graça teriam as histórias se fossem contadas tais como elas são?
Segundo a minha mãe, falar de amor e morte, é kitsch. Eu não concordo, literalmente. Porém nas histórias há um quê de sentimentalismo exagerado, que por sua vez, enquadra-se na tão polêmica denominação.
A questão é que tomar conhecimento do fenomeno kitsch muda a vida das pessoas. Aliás, é bíblico: "na muita ciência há muito enfado" (para os céticos, encontra-se lá em provérbios, o livro da SABEDORIA). Há aqueles que vivem no meio de seus inúmeros bibelôs, cheios de valor sentimental sem a mínima consciência da ciência envolvida ali. E nós, os conhecedores de um dos frutos da vida exageradamente sentimental e melancólica do Século XIX, sofremos por nós e pelos outros. Já não conseguimos sentir confortável quando ganhamos uma borracha de itú, mesmo que seja da pessoa que mais amamos. Outros, como eu, ficam tentando convencer a si mesma e ao irmão, que aquário não é kitsch - E NÃO É!!! ainda vou escrever sobre isso - Tudo para quê? Para nos sentirmos RACIONAIS, ou, não deixarmos os sentimentos sobressairem nas nossas decisões. É aí que chegamos ao ponto culminante, que eu mesma tive que me convencer. Se as histórias não estivessem sobrecarregadas de sentimentalismos, de exageros, de inadequações e de sinestesias, em simples palavras, se não tivessem seus pontos aumentados, elas não teriam sequer o porquê de existir. Seriam um fim em si mesma.
É um paradoxo!!! As pessoas consideradas mais inteligentes e produtivas são aquelas que escrevem. São kitsches? Talvez... O que importa é... quem conta um conto, aumenta um ponto. Minha mãe contou e eu aumentei!!!!!
Bem vinda ao mundo dos blogs, mãe!!!